sábado, fevereiro 06, 2010

Meu Apocalipse

Com fogos de dor de um tiro em minha alma, você corre para se esconder no templo do amor, onde o vento que soprará meu nome por toda essa terra.
Acreditando na dor e no medo exterior, mas algo percorre o tempo e as lágrimas choverão pelas paredes com os olhos dos amantes.

No templo do amor: Brilha como trovão
No templo do amor: Chora como chuva
No templo do amor: Ouça meu chamado
No templo do amor: Ouça meu nome

E o demônio em roupas pretas observa tudo, é tão bom ser observado.. a adrenalina corre live e forte feito um tsunami invadindo minha alma, sinto até meu anjo da guarda fugindo, estamos só agora. A vida é curta e o amor sempre acaba pela manhã, não é mesmo amiga?

Vento negro leve-me para longe, longe de tudo que não sou, longe de tudo que nunca serei, alguns acham loucura demais esse meu modo de amar, outros pura fantasia insana.

Com a morte da luz do sol e a noite sobre mim, com a arma de um amante e a dor de um tiro por dentro, preciso ir além de uma cama e do sexo das pessoas comuns, preciso usar mais que o corpo, preciso da alma, da mente, de todos os sentidos, peciso de mais loucura, mais desejos impuros e sem limites invadindo minha noite.

Quero gritar para o vento que soprará e atirará suas muralhas para todos os lados, como os fogos de artifício estourando sobre mim e o templo cresce forte, mais forte se torna a loucura e assim o vento soprará com força, frio e longamente... Amiga viver assim, esses amores tão loucos é como uma bola de neve que desce a montanha.

E o templo do amor ruirá antes que este vento negro não mais sopre meu nome para você... Aproveite esse momento, amanhã o sol pode não aparecer no horizonte e no céu negro, eternamente, agora negro, os relâmpagos impetuosos como flashs iluminam nossos corpos e os demônios voyeurs  a espreita poderão assistir a cada movimento e curva de noosas loucuras.

E se voltar a chover, como todos estes dias, as águas lavaram nossas almas arrastando todos pecados a nós atribuidos e sobre o chão se dissiparão.

E os observadores ofegantes não se salvarão em meio dos tijolos e sonhos de concreto,todas as suas preces deverão se parecer com nada, dois mil e doze ondas abaixo tudo ruirá, não sobrando nada das pedras ao pó e somente o ar permanecerá.

Seus dogmas, preconceitos, suas palavras hipócritas, seus pecados mentirosos e inventados cairão em ruínas e o amor livre, leve, sem limites renascerá, sem regras, sem leis, sem certo ou errado.

No templo do amor
O único porto em que você pode confiar
Com os fogos de artifício estourando sobre mim
Com a arma de um amante e a dor de um tiro.

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