Por favor, diga-me: Tudo isso que tenho visto é verdade? Tudo isso que tenho sentido é verdade?
Por que não consigo respirar direito??? Por que não consigo mais viver em paz???
Sou eu ou estamos todos perdidos em uma jornada do tempo? Buscamos a paz? Buscamos o equilíbrio entro nós e o universo?
Só tenho sentido o desalinho de tudo, o descompasso do ser humano, de ser humano, essa insanidade de querer tudo, busca incansável pela destruição de tudo e a si próprio...
Sabe amiga, está tão difícil me olhar no espelho depois de ver os telejornais, não consigo encontrar minha paz de espírito, tenho uma vergonha tão grande de dizer que sou humano. Tanta barbaridade...
O clima está tão estranho, mês passado pleno inverno sentia o sol queimando tudo, depois veio chuvas sem parar, agora inicio de primavera e faz um frio louco... Quando será que o sol se erguerá novamente? Será que ele virá calmo? Ou virá castigando como nunca...?
Amiga, cadê minhas asas, não quero ficar aqui não, vamos sumir? Nós voaremos para longe, bem longe de tudo isso...
Você viu amiga, queimaram mais um onibus, mais um carro, mataram mais uma criança, tinha policiais envolvidos... mas pensei que eles deveriam nos proteger... assim me ensinaram...
Chega disso, vou abrir a janela subir os degraus para as estrelas e me perder no caminho.
Senti uma brisa de verão em pleno inverno, agora é o inverno entrando pela primavera atrasando as flores, atrasando a vida. Será o inverno de nossas existências congelando nossas esperanças, nossos sonhos e nosso futuro. Que futuro????
A sociedade insiste em viver no passado, não há mais chance para um romance de primavera, mas não vamops nos render aos hipócritas com suas regras e seus dogmas retrógradas, não nós amigas... Nós persistiremos e deixaremos o passado para trás de nós.
Nós, velhos amantes alimentaremos o novo, mas ainda há chance?
Eu ainda acredito que as portas se abrem para a vida, então quero deixar todos os seus problemas de lado, não vou revidar a nada e a ninguém, deixem falar, não me importo, meu silêncio é sagrado e fecha portas para toda essa falsidade que nos rodeia. Para meus olhos abertos vejo escuridão, para minha alma fechada vejo a luz.
Pegue os degraus para as estrelas
Perca o caminho, viaje longe
Algum dia... Sempre...
Velhos amantes alimentariam o novo
Mas chances são tão escassas
E escolhas são tão verdadeiras...
terça-feira, setembro 22, 2009
segunda-feira, setembro 14, 2009
Era... É... Será....
Existem poemas, músicas que gostamos e existem aquelas que simplesmente parece que foram feitas como cópia da sua alma... Eu tenho algumas que realmente tenho a firme convicção que invadiram minha alma enquanto eu dormia e roubaram minha história e transformaram em poesia, música, histórias do meu eu.
Não nego que o destino insiste em me colocar em situações complicadas, que o tempo tem sido carrasco comigo, não nego do prazer e da paz que me dá a cada corte que rasga minha pele e deixa sair toda fúria e desejo de minha alma. Não posso mudar minha maneira de encarar o amor, da forma que escolhi e acredito ser minha verdade, esse amor que poucos entendem por ser livre, por ser avesso, por ser multiplo, por ser devasso, por ser louco. Não nego meu prazer imoral, meu sexo sem amarras, sem limites, sem regras que gosto. Nunca neguei meus transtornos, minhas compulsões, minha solidão e ao mesmo tempo meus mil amores e amantes.
Que se dane o passado mal concebido, não troco minhas amizades íntimas quase perfeitas que se encaixam tão bem nas loucuras que sou feito eu por um amor prisioneiro cheio de possessão e ciúmes. Se sou assim, que assim seja, enquanto dure essa aventura imensa que é a vida breve.
Mas, nem rpeciso falar tudo isso basta eu ficar horas escutando essa música que roubaram da minha alma...
O destino me pregando uma outra peça, eu não queria
Me cercava toda noite, com sua flecha e sua guia
Era o tempo me encostando sua pele traiçoeira
Eram noites tão pesadas, com nuvens sorrateiras
Era a vida me cortando a carne com seu guizo
Ecoando pelos séculos os sons de alguns gemidos
Eram meus antepassados dentro dos bacanais
Era o tempo me emprestando aquilo que eu não devolveria mais
Eram duas velhas mortas se arrastando pelo chão
Eu soltava os meus cães em meu peito a soluçar
Abafava os meus gritos, pois não sabia ladrar
Achei que não era eu que fazia minha história andar
Punha a culpa no destino ou em quem estivesse à mão para culpar
E era assim
Hoje em dia não me importo com o que fiz no meu passado
Quero amigos, sorte e muita gente boa do meu lado
E não rebato se disserem por aí que eu tô errado
Porque quem se debate está sozinho ou afogado
Eu, que não fico no meio, não começo e nem acabo
Eu sou filho do amor, não de Deus, nem do diabo
Na ciranda das canções eu me ponho a revezar
Rodando entre as ondas que me puxam em alto-mar
Hoje sei bem que sou eu que giro a minha vida circular
Essa roda, eu que invento e faço tudo nela se encaixar
Eu sou assim
( Ana Carolina ) Sempre, única, perfeita, eterna... Ana Carolina
Não nego que o destino insiste em me colocar em situações complicadas, que o tempo tem sido carrasco comigo, não nego do prazer e da paz que me dá a cada corte que rasga minha pele e deixa sair toda fúria e desejo de minha alma. Não posso mudar minha maneira de encarar o amor, da forma que escolhi e acredito ser minha verdade, esse amor que poucos entendem por ser livre, por ser avesso, por ser multiplo, por ser devasso, por ser louco. Não nego meu prazer imoral, meu sexo sem amarras, sem limites, sem regras que gosto. Nunca neguei meus transtornos, minhas compulsões, minha solidão e ao mesmo tempo meus mil amores e amantes.
Que se dane o passado mal concebido, não troco minhas amizades íntimas quase perfeitas que se encaixam tão bem nas loucuras que sou feito eu por um amor prisioneiro cheio de possessão e ciúmes. Se sou assim, que assim seja, enquanto dure essa aventura imensa que é a vida breve.
Mas, nem rpeciso falar tudo isso basta eu ficar horas escutando essa música que roubaram da minha alma...
O destino me pregando uma outra peça, eu não queria
Me cercava toda noite, com sua flecha e sua guia
Era o tempo me encostando sua pele traiçoeira
Eram noites tão pesadas, com nuvens sorrateiras
Era a vida me cortando a carne com seu guizo
Ecoando pelos séculos os sons de alguns gemidos
Eram meus antepassados dentro dos bacanais
Era o tempo me emprestando aquilo que eu não devolveria mais
Eram duas velhas mortas se arrastando pelo chão
Eu soltava os meus cães em meu peito a soluçar
Abafava os meus gritos, pois não sabia ladrar
Achei que não era eu que fazia minha história andar
Punha a culpa no destino ou em quem estivesse à mão para culpar
E era assim
Hoje em dia não me importo com o que fiz no meu passado
Quero amigos, sorte e muita gente boa do meu lado
E não rebato se disserem por aí que eu tô errado
Porque quem se debate está sozinho ou afogado
Eu, que não fico no meio, não começo e nem acabo
Eu sou filho do amor, não de Deus, nem do diabo
Na ciranda das canções eu me ponho a revezar
Rodando entre as ondas que me puxam em alto-mar
Hoje sei bem que sou eu que giro a minha vida circular
Essa roda, eu que invento e faço tudo nela se encaixar
Eu sou assim
( Ana Carolina ) Sempre, única, perfeita, eterna... Ana Carolina
Solidão de Sempre
Tem dias que levanto da cama como se o mundo fosse um deserto, embora eu goste da solidão, necessite ficar só, muitas vezes estou mais só do que eu mereço. Vaza a luz do dia pelas frestas da janela do quarto, não dei licença pra ela entrar, ainda tenho sono, mas a luz teima em me despertar, escuto as buzinas pedindo pressa, deve haver muito vida lá fora, essa correria diária de cada pessoa.
Já perdi as contas de quantas vezes fico diante do espelho e não me vejo, não aguento me olhar, me sinto um lixo, me sinto vazio.
Acho que vou gritar, quem sabe assim acordo de vez para um novo dia, mas não tem grito meu que me convença a mudar, mudar tudo em mim das cor dos meus olhos, da minha cara amassada pelo tempo, meu corpo sedentário, minha alma tão dolorida.
Hoje é dia de criar corgem, sir para tratar da vida, resolver as pendências que eu já deveria ter resolvido na semana passada, coloquei meu nariz pra fora e minha pele já se arrepiou não é fácil enfrentar o mundo, não e fácil enfrentar a mim mesmo.
Bom, se eu não conseguir, há semrpe possibilidade de voltar encher meu organismo de remédios, respirar fundo, sentir a mente embaçar e seguir feito um zumbi, mas como já dizia a música:
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia. ( Oswaldo Montenegro )
Já perdi as contas de quantas vezes fico diante do espelho e não me vejo, não aguento me olhar, me sinto um lixo, me sinto vazio.
Acho que vou gritar, quem sabe assim acordo de vez para um novo dia, mas não tem grito meu que me convença a mudar, mudar tudo em mim das cor dos meus olhos, da minha cara amassada pelo tempo, meu corpo sedentário, minha alma tão dolorida.
Hoje é dia de criar corgem, sir para tratar da vida, resolver as pendências que eu já deveria ter resolvido na semana passada, coloquei meu nariz pra fora e minha pele já se arrepiou não é fácil enfrentar o mundo, não e fácil enfrentar a mim mesmo.
Bom, se eu não conseguir, há semrpe possibilidade de voltar encher meu organismo de remédios, respirar fundo, sentir a mente embaçar e seguir feito um zumbi, mas como já dizia a música:
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia. ( Oswaldo Montenegro )
quinta-feira, setembro 10, 2009
Sempre chega a hora...
Sempre tem uma hora que a vida toma um rumo estranho, sempre chega a hora da solidão. Chegou a hora de tomar outro rumo, me libertar das coisas antigas e velhas, sempre chega a hora de arrumar o armário. Está na hora de arrumar meu interior, desamarrar as asas e voar. O ninho ficou pequeno e velho pra mim.
Olho pros meus sapatos gastos pelo tempo de tano andar por ai e tenho visto tanta coisa boa e tanta coisa ruim, mas deixei de ver tantos detalhes, deixei de ver as coisas pequenas que dão tanto prazer, vejo que as pessoas vivem a procura de companhia, de uma relação eterna, se sujeitam a tolices, vivem de ilusões que não existem já que nada é eterno... Na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato.
Hoje quando sai do hospital, decidi andar a pé por ai, vi pessoas apressads, caras fechadas, carros apressados buzinando loucamente, a vida se tornou tão rara, as pessoas esqueceram de viver, estão apenas existindo, mas de que vale isso? Em alguns anos a vida se desfaz, chega as doenças, a velhice, chega a morte e tudo isso vem correndo junto da loucura que se tornou a vida do ser humano... Vale a pena?
A vida se tornou rara, as pessoas se tornaram raras, o que vejo são robôs, zumbis apressados, mas e a vida? Onde fica a vida ? Onde está a liberdade de voar mais alto? Só resta a todos correr atrás de relacionamentos esvaziados pra colorir a vida...
As pessoas tentam fazer da vida um filme, uma novela, um baile de máscaras, confundindo a vida com um longa-metragem e muita vezes o que é pior um curta-metragem. Mas, o destino como um diretor segue cortando as cenas e as pessoas, cansadas, desiludidas e velhas, vão ficando fracas e já não vai mais ao cinema. Tudo se torna repetitivo, as experiências, os relacionamentos, os carros, as pessoas, a correria, a vida.
Continuo andando sem rumo, como um navio que esqueceu do cais, pensamentos vivos na minha mente imaginando um mundo dierente... Tá na hora de voltar a viver a liberdade... Quero e vou voar bem mais alto, chegou a hora de perder o medo de voar mais alto.
A idade chega, o brilho prateado dos cabelos apontam que a vida se vai a cada dia, as folhas do calendário parecem virar mais rapidamente, é preciso viver loucamente antes que os dias terminem, que as horas passem pra nunca mais voltar.
Como já dizia a música:
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim... Ana Carolina
Olho pros meus sapatos gastos pelo tempo de tano andar por ai e tenho visto tanta coisa boa e tanta coisa ruim, mas deixei de ver tantos detalhes, deixei de ver as coisas pequenas que dão tanto prazer, vejo que as pessoas vivem a procura de companhia, de uma relação eterna, se sujeitam a tolices, vivem de ilusões que não existem já que nada é eterno... Na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato.
Hoje quando sai do hospital, decidi andar a pé por ai, vi pessoas apressads, caras fechadas, carros apressados buzinando loucamente, a vida se tornou tão rara, as pessoas esqueceram de viver, estão apenas existindo, mas de que vale isso? Em alguns anos a vida se desfaz, chega as doenças, a velhice, chega a morte e tudo isso vem correndo junto da loucura que se tornou a vida do ser humano... Vale a pena?
A vida se tornou rara, as pessoas se tornaram raras, o que vejo são robôs, zumbis apressados, mas e a vida? Onde fica a vida ? Onde está a liberdade de voar mais alto? Só resta a todos correr atrás de relacionamentos esvaziados pra colorir a vida...
As pessoas tentam fazer da vida um filme, uma novela, um baile de máscaras, confundindo a vida com um longa-metragem e muita vezes o que é pior um curta-metragem. Mas, o destino como um diretor segue cortando as cenas e as pessoas, cansadas, desiludidas e velhas, vão ficando fracas e já não vai mais ao cinema. Tudo se torna repetitivo, as experiências, os relacionamentos, os carros, as pessoas, a correria, a vida.
Continuo andando sem rumo, como um navio que esqueceu do cais, pensamentos vivos na minha mente imaginando um mundo dierente... Tá na hora de voltar a viver a liberdade... Quero e vou voar bem mais alto, chegou a hora de perder o medo de voar mais alto.
A idade chega, o brilho prateado dos cabelos apontam que a vida se vai a cada dia, as folhas do calendário parecem virar mais rapidamente, é preciso viver loucamente antes que os dias terminem, que as horas passem pra nunca mais voltar.
Como já dizia a música:
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim... Ana Carolina
terça-feira, setembro 01, 2009
A covardia de todos nós
Quando deito meu corpo no chão do meu quarto, tento manter a calma e ver algo mais... Minha cabeça dói, meu peito dói, minhas pernas latejam, parece que sinto o pulsar nas minhas veias, cada gota de sangue circulando desesperadamente pelo meu corpo.
Eu não tenho visto a paz, não tenho sentido a paz. Eu tenho visto e sentido a dor.
Você vê a verdade através de todas as mentiras deles? Não existe verdade, são todos buscando o poder, custe o que custar não importa, o importante é o poder. Até quando os seres humanos e a natureza vão aguentar?
Você vê o mundo através de olhos preocupados? Acredito que não amiga, a maioria de nós se julga incapaz de fazer sua parte em defesa do mundo. Fomos condicionados ao silêncio, são tantos erros, são tantas atrociddes e ficamos em silêncio. Nossa preocupação se tornou tão mesquinha e individual que pouco nos importa o futuro de nossos filhos e netos. Talvez eles nem cheguem a ver o mundo.
Política corrupta, justiça travada, polícia bandida, economias suicidas, sociedades degradadas, religiões assassinas, natureza morta ou quase... Chegamos na beira do abismo e não percebemos amiga. Não, não falo do assustador fim dos dias nem do apocalipse. Falo apenas da verdeira visão do mundo.
Quantos milhões de pessoas morrem de fome todos os dias? Quantas milhões de pessoas morrem de sede todos os dias? Quantas milhares de pessoas tem seus direitos violentados todos os dias? Quantas árvores e animais são extintos todos os dias? Mas, não devemos falar disso não é? Somos apenas eu e você, nada podemos fazer, as poucas pessoas que comandam o mundo diante dos governos, religiões, justiça, não querem rebeliões, não querem as pessoas pensando e se rebelando contra o sistema.
E se você quiser falar mais sobre isto, deite aqui no chão e chore no meu ombro, resta chorar e pedir perdão por nossa covardia, por nosso medo, por nosso silêncio.
Eu tenho visto tantos nascimentos mal concebidos. Eu tenho visto tantas mortes sem sentido. Vivo pra ver o último suspiro de um amante. Você vê minha culpa? Eu deveria sentir medo? Ou deveria sentir vergonha por ser fraco?
Ahhhh minha amiga, vamos deixar isso tudo pra lá, vamos sair e ver o que sobrou da natureza nessa selva de pedra, sentir o calor queimando nossos corpos no aquecimento global, vamos respirar um pouco desse ar doente “quase puro” junto com os gases cuspidos dos carros buzinando loucamente pelas ruas, vamos ver os dejetos e detritos bailando nas aguas negras e fétidas dos rios da cidade, vaos fantasiar que as torres e os prédios são árvores cheias de frutos e vida, ouvir o silêncio dos pássaros que não voam mais, vamos lavar nossa alma na próxima chuva ácida, imaginar as estrelas e os astros atrás da negra camada de poluição sobre nós...
Estamos vivos não estamos? Então vamos comemorar a debilidade humana, a covardia de cada um de nós, a cegueira de todos nós... Vamos andar por ai a noite entre automóveis enlouquecidos com seus pilotos bêbados, ver nas esquinas drogados sem rumo, os mendigos enrolados na última moda com suas roupas feitas de papelão, parar numa balada para acompanhar o vazio e a solidão dos que buscam emoções baratas e o êxtase momentâneo do álcool e por fim acompanhar aquela briga e violência gratuíta do final de todas as noites.
E se eu quiser falar uma vez mais sobre isso... Eu dependerei de alguém pra chorar no ombro, mas continuo só em meu quarto minha amiga...Eu tenho visto muito medo. Eu tenho visto pouca esperança e muita covardia.
Mas em breve qaundo o céu arder em chmas, o ar se tornar sufocante e o ser humano voltar ao seu estado de origem a selvageria generalizada, quando o caos concluir seu plano poderemos em fim descansar em paz...Na lápide estará escrito que aqui jaz a humanidade suicida, assassina de si mesma. Enquanto isso não ocorre ficamos aqui deitados esperando o ponto final com uma frase gravada a sangue e ferro em nossa pele:
"Na tua frente o abismo, atrás de ti os lobos"
Que o mundo e todos os seres que vivem nele perdoem a covardia de todos nós.
Eu não tenho visto a paz, não tenho sentido a paz. Eu tenho visto e sentido a dor.
Você vê a verdade através de todas as mentiras deles? Não existe verdade, são todos buscando o poder, custe o que custar não importa, o importante é o poder. Até quando os seres humanos e a natureza vão aguentar?
Você vê o mundo através de olhos preocupados? Acredito que não amiga, a maioria de nós se julga incapaz de fazer sua parte em defesa do mundo. Fomos condicionados ao silêncio, são tantos erros, são tantas atrociddes e ficamos em silêncio. Nossa preocupação se tornou tão mesquinha e individual que pouco nos importa o futuro de nossos filhos e netos. Talvez eles nem cheguem a ver o mundo.
Política corrupta, justiça travada, polícia bandida, economias suicidas, sociedades degradadas, religiões assassinas, natureza morta ou quase... Chegamos na beira do abismo e não percebemos amiga. Não, não falo do assustador fim dos dias nem do apocalipse. Falo apenas da verdeira visão do mundo.
Quantos milhões de pessoas morrem de fome todos os dias? Quantas milhões de pessoas morrem de sede todos os dias? Quantas milhares de pessoas tem seus direitos violentados todos os dias? Quantas árvores e animais são extintos todos os dias? Mas, não devemos falar disso não é? Somos apenas eu e você, nada podemos fazer, as poucas pessoas que comandam o mundo diante dos governos, religiões, justiça, não querem rebeliões, não querem as pessoas pensando e se rebelando contra o sistema.
E se você quiser falar mais sobre isto, deite aqui no chão e chore no meu ombro, resta chorar e pedir perdão por nossa covardia, por nosso medo, por nosso silêncio.
Eu tenho visto tantos nascimentos mal concebidos. Eu tenho visto tantas mortes sem sentido. Vivo pra ver o último suspiro de um amante. Você vê minha culpa? Eu deveria sentir medo? Ou deveria sentir vergonha por ser fraco?
Ahhhh minha amiga, vamos deixar isso tudo pra lá, vamos sair e ver o que sobrou da natureza nessa selva de pedra, sentir o calor queimando nossos corpos no aquecimento global, vamos respirar um pouco desse ar doente “quase puro” junto com os gases cuspidos dos carros buzinando loucamente pelas ruas, vamos ver os dejetos e detritos bailando nas aguas negras e fétidas dos rios da cidade, vaos fantasiar que as torres e os prédios são árvores cheias de frutos e vida, ouvir o silêncio dos pássaros que não voam mais, vamos lavar nossa alma na próxima chuva ácida, imaginar as estrelas e os astros atrás da negra camada de poluição sobre nós...
Estamos vivos não estamos? Então vamos comemorar a debilidade humana, a covardia de cada um de nós, a cegueira de todos nós... Vamos andar por ai a noite entre automóveis enlouquecidos com seus pilotos bêbados, ver nas esquinas drogados sem rumo, os mendigos enrolados na última moda com suas roupas feitas de papelão, parar numa balada para acompanhar o vazio e a solidão dos que buscam emoções baratas e o êxtase momentâneo do álcool e por fim acompanhar aquela briga e violência gratuíta do final de todas as noites.
E se eu quiser falar uma vez mais sobre isso... Eu dependerei de alguém pra chorar no ombro, mas continuo só em meu quarto minha amiga...Eu tenho visto muito medo. Eu tenho visto pouca esperança e muita covardia.
Mas em breve qaundo o céu arder em chmas, o ar se tornar sufocante e o ser humano voltar ao seu estado de origem a selvageria generalizada, quando o caos concluir seu plano poderemos em fim descansar em paz...Na lápide estará escrito que aqui jaz a humanidade suicida, assassina de si mesma. Enquanto isso não ocorre ficamos aqui deitados esperando o ponto final com uma frase gravada a sangue e ferro em nossa pele:
"Na tua frente o abismo, atrás de ti os lobos"
Que o mundo e todos os seres que vivem nele perdoem a covardia de todos nós.
Assinar:
Postagens (Atom)
