segunda-feira, setembro 14, 2009

Era... É... Será....

Existem poemas, músicas que gostamos e existem aquelas que simplesmente parece que foram feitas como cópia da sua alma... Eu tenho algumas que realmente tenho a firme convicção que invadiram minha alma enquanto eu dormia e roubaram minha história e transformaram em poesia, música, histórias do meu eu.
Não nego que o destino insiste em me colocar em situações complicadas, que o tempo tem sido carrasco comigo, não nego do prazer e da paz que me dá a cada corte que rasga minha pele e deixa sair toda fúria e desejo de minha alma. Não posso mudar minha maneira de encarar o amor, da forma que escolhi e acredito ser minha verdade, esse amor que poucos entendem por ser livre, por ser avesso, por ser multiplo, por ser devasso, por ser louco. Não nego meu prazer imoral, meu sexo sem amarras, sem limites, sem regras que gosto. Nunca neguei meus transtornos, minhas compulsões, minha solidão e ao mesmo tempo meus mil amores e amantes.
Que se dane o passado mal concebido, não troco minhas amizades íntimas quase perfeitas que se encaixam tão bem nas loucuras que sou feito eu por um amor prisioneiro cheio de possessão e ciúmes. Se sou assim, que assim seja, enquanto dure essa aventura imensa que é a vida breve.
Mas, nem rpeciso falar tudo isso basta eu ficar horas escutando essa música que roubaram da minha alma...


O destino me pregando uma outra peça, eu não queria
Me cercava toda noite, com sua flecha e sua guia
Era o tempo me encostando sua pele traiçoeira
Eram noites tão pesadas, com nuvens sorrateiras
Era a vida me cortando a carne com seu guizo
Ecoando pelos séculos os sons de alguns gemidos
Eram meus antepassados dentro dos bacanais
Era o tempo me emprestando aquilo que eu não devolveria mais
Eram duas velhas mortas se arrastando pelo chão
Eu soltava os meus cães em meu peito a soluçar
Abafava os meus gritos, pois não sabia ladrar
Achei que não era eu que fazia minha história andar
Punha a culpa no destino ou em quem estivesse à mão para culpar
E era assim
Hoje em dia não me importo com o que fiz no meu passado
Quero amigos, sorte e muita gente boa do meu lado
E não rebato se disserem por aí que eu tô errado
Porque quem se debate está sozinho ou afogado
Eu, que não fico no meio, não começo e nem acabo
Eu sou filho do amor, não de Deus, nem do diabo
Na ciranda das canções eu me ponho a revezar
Rodando entre as ondas que me puxam em alto-mar
Hoje sei bem que sou eu que giro a minha vida circular
Essa roda, eu que invento e faço tudo nela se encaixar
Eu sou assim
( Ana Carolina ) Sempre, única, perfeita, eterna... Ana Carolina

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