quinta-feira, setembro 10, 2009

Sempre chega a hora...

Sempre tem uma hora que a vida toma um rumo estranho, sempre chega a hora da solidão. Chegou a hora de tomar outro rumo, me libertar das coisas antigas e velhas, sempre chega a hora de arrumar o armário. Está na hora de arrumar meu interior, desamarrar as asas e voar. O ninho ficou pequeno e velho pra mim.
Olho pros meus sapatos gastos pelo tempo de tano andar por ai e tenho visto tanta coisa boa e tanta coisa ruim, mas deixei de ver tantos detalhes, deixei de ver as coisas pequenas que dão tanto prazer, vejo que as pessoas vivem a procura de companhia, de uma relação eterna, se sujeitam a tolices, vivem de ilusões que não existem já que nada é eterno... Na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato.

Hoje quando sai do hospital, decidi andar a pé por ai, vi pessoas apressads, caras fechadas, carros apressados buzinando loucamente, a vida se tornou tão rara, as pessoas esqueceram de viver, estão apenas existindo, mas de que vale isso? Em alguns anos a vida se desfaz, chega as doenças, a velhice, chega a morte e tudo isso vem correndo junto da loucura que se tornou a vida do ser humano... Vale a pena?

A vida se tornou rara, as pessoas se tornaram raras, o que vejo são robôs, zumbis apressados, mas e a vida? Onde fica a vida ? Onde está a liberdade de voar mais alto? Só resta a todos correr atrás de relacionamentos esvaziados pra colorir a vida...

As pessoas tentam fazer da vida um filme, uma novela, um baile de máscaras, confundindo a vida com um longa-metragem e muita vezes o que é pior um curta-metragem. Mas, o destino como um diretor segue cortando as cenas e as pessoas, cansadas, desiludidas e velhas, vão ficando fracas e já não vai mais ao cinema. Tudo se torna repetitivo, as experiências, os relacionamentos, os carros, as pessoas, a correria, a vida.
Continuo andando sem rumo, como um navio que esqueceu do cais, pensamentos vivos na minha mente imaginando um mundo dierente... Tá na hora de voltar a viver a liberdade... Quero e vou voar bem mais alto, chegou a hora de perder o medo de voar mais alto.
A idade chega, o brilho prateado dos cabelos apontam que a vida se vai a cada dia, as folhas do calendário parecem virar mais rapidamente, é preciso viver loucamente antes que os dias terminem, que as horas passem pra nunca mais voltar.

Como já dizia a música:

O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim... Ana Carolina

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